Informativo nº. 85 – Setembro/2008
“Vida em primeiro lugar
Direitos e Participação Popular”
Companheirada deste brasilsão!
Este edição será diferente, pois queremos trazer os Gritos que ecoaram nas manifestações por este brasilsão, foi um pouco do que conseguimos garimpar dentro das noticias que nos foram encaminhadas para a Secretaria. Pois seria um desperdiço não partilharmos essas informações com todos. Uma coisa é certo, os gritos de denunciam vão se encontrando por todo o Brasil, o que reflete que ainda será necessário gritar e muito para conseguirmos as mudanças necessárias e para que a Vida seja garantida em sua plenitude! Há desde já esse relato foi a partir das informações que chegaram ao nosso conhecimento!.
Aqui vão alguns gritos que ecoaram nas manifestações do Grito
Vamos iniciar com a experiência que realizamos no Grito de Aparecida/SP, colocamos um grande estandarte azul, deixamos papel e caneta para que as pessoas deixassem seus Gritos o resultado foi este, estamos escrevendo os textos na íntegra:
“O meu grito é de pedir a Nossa Senhora para eu deichar o vicio de fumar”;
“Contra o Agrotóxico”,
“Contra a falta de impunidades dos corruptos”,
“Por uma sociedade igualitária!! Por liberdade de expressão e justiça para todos!!”,
“Contra a corrupção no Cárcere”,
“Ecuador – Otavalo Shuk shunkulla, shuk, yugailla, shuk makilla –língua nativa Qichua da cidade de Olavalo”,
“Oportunidade para os jovem muito curso mais não dão oportunidade. Cadê os extagio 1º emprego
“Denunciar a Companhia Siderurgica da Alemanha na Baia de Sepetiba Rio de Janeiro – Aisar Mov. Mundial das Mulheres Rio de Janeiro”,
“A raça negra seja melhor atendida pelas autoridades da Saúde”,
“Meu Grito é contra maus tratos as crianças”,
“Meu grito igualdade de todos, saúde, educação, salário, dereite para rico e pobre”,
“Contra a falta de assistência à Saúde”,
“Mi grito boliviano que las mujeres sean menos discriminadas Y tengam mas acceso a la Educacion”,
“Meu grito para respeito a dignidade”,
“O meu grito é contra a robalhera a Política”,
“Meu grito contra exclusão dos índios – Atenção”,
“Meu grito é contra a violência e a corrupção impune”,
“Meu grito é contra as drogas”,
“Meu grito: A falsa opção preferencial pelos pobres!”,
“Contra a corrupição eleitoral”,
“Meu grito ponicão para cevera para políticos coruptos”,
“Contra os excluídos na educação”,
“Falsas promessas políticas, corrupção, CPI, desvios de $ Públicos”.
Nos Estados fizemos um breve levantamento dos gritos que foram ecoados:
- Denúncia da criminalização dos movimentos sociais e contra a corrupção instalada no governo do Estado (Porto Alegre/RS).
- Combate da corrupção eleitoral, caminhada em prol de vida digna em busca de um Brasil melhor (Joinville/SC).
- Atenção que o poder público deve dar às famílias que vivem da reciclagem (Curitiba/PR)
- Direito a moradia (São José dos Pinhais/PR).
- Campanha ficha limpa defesa da vida e dos/as excluídos/as (Apucarana/PR)
Contra a desigualdade social e a discriminação, (Cubatão/SP)
- (anúncio) reforma urbana, reforma agrária, protagonismo, soberania energética, justiça, trabalho digno e (denúncias) divisão da terra, ausência moradia digna nas grandes cidades, contra a criminalização dos movimentos sociais, contra a violência, as condições de atendimento nos hospitais e postos de saúde, em defesa do território dos povos indígenas e quilombolas (Aparecida/SP).
- Em defesa dos povos indígenas e negros (Ipiranga/SP)
- Das mulheres, negros, contra higienização, contra os imóveis desocupados, direito à Memoraria dos/as excluídos/as Sem Teto, Encortiçados e Favelados, Pela não realização da reforma Agrária, pela falta de um amplo plano de construção de moradias populares, através de mutirões, pelo descaso com a educação para juventude e saúde, criminalização dos movimentos sociais e população de rua – SP/SP.
- Democracia Participativa, Controle Social, Soberania Nacional, Universalização dos Direitos (Marília/SP).
- Gritaram por Justiça social, foram barrados pela Policia Militar que diziam que estavam atrapalando o desfile oficial. Gritaram para passar.O povo que assistia o desfile gritou para deixarem os excluídos passarem. E assim gritaram pela defesa da vida e pelos `nossos direitos´, por salários justos aos professores da rede pública estadual, preservação do cerrado, contra transposição Rio São Francisco, contra as Barragens de Berizal, Jequitão, Congonhas, pela Reforma Agrária, contra os altos preços da tarifa de energia, pela transparência nas eleições, sem corrupção. (Montes Claros/MG)
- Contra a construção do presídio privado na cidade (Ribeirão das Neves/MG)
- Voto consciente, por uma Eleição limpa, sem corrupção (Montes Claros/MG).
- Clamam para que as autoridades disponha de meios materiais, etc., para melhoria da realidade local na saúde, educação, Meio Ambiente, Habitação, Segurança) – Itabira/MG
- Pelo voto consciente e participação popular nas decisões, políticas públicas do município, participação e controle social (Cuiabá/MT)
- Na defesa e promoção da vida, contra a violência, pela segurança e saúde no trabalho, contra a violência doméstica, por um controle social e popular, em defesa da integração regional, pela Ética na política, direito a saúde, contra a corrupção e impunidade, em defesa do meio ambiente etc. (Dourados/SP).
- Denunciaram as condições e ações que ameaçam a vida em plenitude do povo tocantinense, em todas as suas etnias, cores, gêneros e condições econômicas. Repudiaram: modelo excludente que prioriza a construção de grandes projetos – hidroelétricas, hidrovias, entre outros, a morte de pequenos rios, peixes e seca na região dos grandes projetos, o alto preço da energia e a privatização das águas, a violência institucionalizada contra os povos indígenas `Guarani-Kaiowá` e `Raposa Serra do Sol`, contra a violência policial, o descaso das políticas públicas com relação à exploração sexual de adolescentes e a prostituição feminina e as mortes violentas das mulheres em situação de prostituição e sua exposição ao trafico de drogas e tráfico de seres humanos, a falta de garantia de alimentação as populações tradicionais, a falta de reforma agrária e urbana e o abandono dos trabalhadores e moradores do campo e da cidade, a exploração da mão de obra dos catadores de materiais recicláveis e a perseguição dos catadores. (Palmas/TO).
- Proteção das comunidades indígenas e proteção ambiental, reivindicação, de redução do preço da energia elétrica e contra a criminalização dos movimentos sociais (Brasília/DF)
- A Baia de Sepetiba é nossa! Queremos a Baia Viva, contra a criminalização dos pobres, da juventude e dos movimentos sociais.
Contra a criminalização da pobreza e da juventude, contra a privatização do petróleo `O petróleo é nosso´, homenagem a Zumbi dos Palmares (Rio de Janeiro/RJ).
- Contra o Trabalho escravo nos canaviais, luta em apoio aos cortadores de cana, Por uma Educação diferenciada para a população do Campo (Campo dos Goytacazes/RJ)
- Basta de injustiças! Temos direito a vida e vida com dignidade, contra criminalização dos lutadores e movimentos sociais (Cáceres/MT).
- Fortalecer a luta do acampamento Terra Nova do MPA, contra os grandes empresários estão destruindo todas as formas de vida `desmatamento, queimada, pulverização aérea com agrotóxicos, denunciaram o modelo de produção do país (Diocese de Bonfim/BA)
- Contra as injustiças locais (Vitória da Conquista/BA)
- Grito contra violência gerada pelo pleito eleitoral (Ubata-BA).
- Pelo não fechamento do aeroporto da cidade (Ilhéus/BA).
- Repudiaram às ações arbitrárias, compostas de atos de violência, repressão e truculência, cometidas pela Polícia Militar que tentou impedir a manifestação pacífica do grito, feriu o direito de ir e vir o direito de circulação de crianças, adolescentes, mulheres, homens e idosos que reivindicavam por justiça social, saúde, educação e participação popular. Um grito contra a criminalização dos movimentos sociais. (Recife/PE)
- Pelo Controle Social e Popular, projeto e poder popular, Soberania Nacional (Maceió/AL)
- Cuidado com a água, contra as drogas, assistência aos idosos, acesso á saúde aos carentes, saneamento básico e doação de sangue, fora às tropas do Haiti, a energia não é mercadoria `Nosso Grito para vibrar os vidros do Poder e assustará os poderosos que nos cercam´ (João Pessoa/PB).
- Contra a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza contra os altos preços da energia, contra a privatização da Vale do Rio Doce. Repudiaram a urbanização desenfreada das cidades e pela falta de lugar para plantar Nim `planta resistente a seca´. Lutam pela construção de um projeto popular para o Brasil que garanta os Direitos sociais com Participação Popular. (Santa Rita/PB).
- Redução da jornada, redução das taxas de juros, crise dos alimentos, reforma agrária, etc. (Mossoró/RN)
- Alerta em defesa da vida na dimensão humana e ecológica `Escolhe, pois, a Vida!´(Juazeiro do norte/CE)
- Luta em defesa da revitalização dos Rios que cortam a cidade (Fortaleza/CE).
- Controle Social e Popular e ouvir os gritos do povo (São Luis/MA)
- Em defesa do Meio ambiente e contra o assoreamento dos Igarapés,Acesso e melhoria na Saúde, Educação, Moradia, Violência, Transporte Coletivo, Segurança. Contra a corrupção, contra a Privatização dos serviços de abastecimento de água, Por Participação Popular, Lembranças dos mártires, povos indígenas `Educação específica e diferenciada`, Combate ao enfrentamento sexual e trafico de seres humanos (Manaus/AM).
- Contra a violência ameaça a vida, no trânsito, no ambiente familiar, na educação, na saúde, juventude, exploração e no tráfico de seres humanos, saneamento, educação, emprego e renda, ética na política, vida, a denúncia diversas formas de exclusão e exploração da questão social, a construção de alternativas em vista a sociedade justa e igualitária (Roraima/RR)
Outra experiência que aumentou neste ano, foi a partilha de alimentos, tanto nos pré-gritos, como antes do início e ou no fim do Grito, vejamos:
O chá com pão na Praça, na semana da pátria em Cuiabá/MT.
Partilha de pão e frutas em Curitiba/PR.
Partilha de pão na celebração do Grito em Joinville/SC.
Partilha de café da manhã, rapadura e biscoitos caseiros, bolos em Montes Claros/MG.
Partilha de feijoada no final do grito em Mossoró/RN.
Forro do Grito como atividade preparatória para levantar fundos em Recife/PE.
FIQUE POR DENTRO:
Mandem informações de como foram os Gritos realizados, nos envie por email, por correio, recortes de noticias e fotos, afim de divulgarmos nos próximos boletins e para o próximo jornal tablóide 42.
No próximo dia 09/10, acontecerá a reunião da coordenação de avaliação do 14º Grito e indicativos para o 15º Grito de 2009, então sabemos que em muitos lugares já tem plenárias de avaliação dos processos locais, e aproveitem para discutir e mandarem sugestões para o próximo ano.
Desta forma, conseguiremos a maior participação dos articuladores e todos que constroem o grito desde a fase de pensar, indicar sugestão para cartaz, lema, arte, etc.
Agende-se:
09/10 – Reunião da Coordenação Nacional, em São Paulo.
13 a 16/11 – Encontro Nacional da Assembléia Popular – São Paulo
Expediente
Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos Tel. (11) 2272-0627
Ari Alberti, Karina da Silva Pereira, Maria Goretti Rodrigues
Correio eletrônico: gritonacional@ig.com.br / gritonacional@terra.com.br
www.gritodosexcluidos.org