Informativo nº. 28 - Setembro/2005
BRASIL, EM NOSSAS MÃOS A MUDANÇA!
Olá, Animadores/as do Grito dos /as Excluídos/as
Dando continuidade ao processo de partilha do Grito que aconteceu em diversas cidades. Este Grito juntou-se aos outros Gritos que ecoaram em todo país. Um Grito precisa de outro Grito para ecoar, para resplandecer em todos os rincões do Brasil. O seu Grito, o nosso Grito, torna-se o Grito de mais de um milhão de pessoas, em mais de 200 localidades. Enfim, é o Grito do povo brasileiro por justiça, contra a corrupção e pela ética na política e por um Projeto Popular para o Brasil.
GRITOS DE NORTE A SUL– NÚMEROS PARCIAIS
Estamos ansiosos para divulgar os informes do Grito de sua cidade! Envie-os para a secretaria do Grito!!!
Em Macapá/AP, o Grito ocorreu na periferia norte da cidade e reuniu cerca de 700 pessoas vindas dos bairros, das comunidades e paróquias da cidade. Um grupo de portadores de deficiências (um deficiente visual fez questão de empurrar uma senhora em cadeira de rodas, durante os cerca de 3 quilômetros de caminhada), Hip-Hop, jovens, grupos de teatro, Movimento pela Vida, que buscam diminuir as mortes no trânsito, CVV, AA, familiares de presos, egressos, familiares de vítimas de violência, sindicatos, comitê pelo desarmamento, representantes de RO, AM, PA, AC, que estavam em Macapá para o encontro regional da AEC. Destacam-se, crianças e adolescentes da Infância Missionária, que formaram o abre-alas, com cartazes e símbolos, representando vários grupos sociais excluídos (Carapirás, crianças na rua, trabalhadores rural, estudantes, bóias frias, etc…). Carregando as bandeiras e faixa do Grito 2005, abriram a caminhada e ensaiaram uma linda coreografia apresentando as bíblias na celebração da palavra, em seus instrumentos de trabalho (trouxa de roupas, carrinho de catar papel, enxadas, livros, brinquedos..). E para reanimar os caminhantes, as apresentações de uma peça sobre dívida e a ALCA (feito pelo grupo da PJ), e um grupo de Rap Feminista. O encerramento foi no terminal rodoviário, envolvendo os mototaxistas, e por fim partilharam pão, água, suco.
No município Amapá, cerca de 300 quilômetros de Macapá, o grupo de jovens da catequese, celebrou o grito com uma caminhada pela praça da cidade, após a celebração, no final da tarde. Cerca de 70 pessoas acompanharam.
Na cidade Calçoene, celebrou o Grito na Missa dominical do dia 11, seguindo o roteiro da celebração enviado pelo nacional e adaptando à realidade local com crianças e jovens e a igreja ficou verde amarela. Ao final, da missa, na praça, houve distribuição dos pães oferecidos na celebração.
Na cidade Oiapoque, o município que é fronteiriço com a Guiana Francesa celebrou o grito participando do desfile cívico, com um grupo de 50 pessoas da Paróquia, que levou os símbolos e as reivindicações do Grito.
Em Manacapuru/AM, o Grito realizou um encontro para analisar a conjuntura nacional, regional e local. Com a presença de 35 pessoas de várias entidades. Além disso, 120 Comunidades da Paróquia receberam o roteiro para celebrar o Grito e durante a Semana da Pátria circulou o Manifesto, da Indignação para Ação em 20 Comunidades, recolheram 200 assinaturas até esta data.
Em Salvador/BA, a 11º edição do Grito dos Excluídos, aconteceu no dia 7 de setembro, com o tema Brasil em nossas mãos a mudança. A caminhada começou no Campo Grande e foi encerrado na Praça Castro Alves com um culto ecumênico. Pastorais sociais, organizações, movimentos sociais e populares, juntaram-se ao povo neste evento que tem como eixo central à democracia livre e soberana. Mesmo com uma quantidade de pessoas inferior aos anos anteriores, o Grito conservou a característica de trazer para as ruas a criatividade e a força do povo na luta contra a exclusão e em defesa da vida com dignidade. Crianças e jovens apresentaram ao longo de toda a marcha cantos e coreografias embaladas pelo som do trio elétrico que entre uma canção e outra gritava palavras de ordem contra a corrupção e a transposição do São Francisco. Os tradicionais grupos de capoeiras e as fanfarras também compareceram e fizeram o protesto através da cultura popular
Na Diocese de Ruy Barbosa, o grito aconteceu no encerramento da II Semana Social Diocesana, no dia 11/09, mesmo debaixo de chuva as comunidades participaram em um só clamor pela ética, justiça e transformação social.
Em Pecém/CE, a realização do Grito foi demonstração de força. A Pastoral do Migrante, juntamente com 18 comunidades se mobilizaram e o Grito foi um dos melhores que já aconteceu, apesar da proibição pelo padre. O que deu mais força e união às comunidades, que tomaram mais consciência que o Grito é do povo. Em Matões, se deu a preparação e realização do Grito na favela e Área de Risco do bairro Serrinha, que nunca participaram do Grito e a grande maioria nunca ouviu falar. A preparação foi um momento muito rico. Foram articuladas equipes com representantes de lideranças, como grupo do Hip-Hop, Articularte, Acores (associação de catadores de material reciclável) etc. O tema foi muito trabalhado em pequenos grupos, inclusive com crianças e adolescentes.
Em Goiânia/GO, o Grito ocorreu na Rua Magnólia, no Parque Oeste Industrial e reuniu 2.500 pessoas. Neste local houve a retirada de 4 mil famílias pela polícia militar, em fevereiro deste ano. “Sonho Real, sim! Exclusão e Violência, não!”, com este tema os manifestantes traziam à memória os momentos vividos pelas famílias despejadas. Estas ficaram ilhadas, barricadas foram construídas em todos os pontos de saída. No dia 16 de fevereiro deste ano os soldados entraram atirando. A ação nomeada pela polícia de “Triunfo”, só terminou no final do dia. Pedro Nascimento da Silva, 27 anos, e Wagner Silva Moreira, 21 anos, foram assassinados durante a operação que teve a participação de dois mil soldados. A caminhada do Grito percorreu 10 quilômetros, entre o Parque Oeste e o Setor Grajaú, local onde as famílias estão acampadas esperando a desapropriação do terreno para serem assentadas. Durante o trajeto, as pessoas foram ouvindo depoimentos dos parentes dos rapazes assassinados e das famílias acampadas. Depois de cerca de 4 horas de caminhada, os barracos de lona preta, cheios de poeira, são avistados. Os manifestantes chegaram ao Grajaú. Alimentos, trazidos por cada um, são partilhados, como símbolo de que a ajuda, a troca, pode mudar a realidade de desigualdade e miséria que atinge milhões de brasileiros. “Brasil, em nossas mãos a mudança!”
Em Grajaú/MA, o Grito foi chamado de “Encontro Popular” e articulou as forças sociais (Sindicatos, associações, Igrejas, entidades, etc.). Foi realizado às 15h na Grota da Luz “Frei Alberto Beretta” na Rua Patrocínio Jorge, 61-Centro, e contou com a presença da juventude, representantes de entidades civis, igrejas e poder público. Aconteceu uma caminhada organizada pela Pastoral da Juventude, iniciando em frente à Prefeitura Municipal, passando pela Câmara Municipal, Fórum, chegando até a Praça Raimundo Simas, centro da cidade onde se encerrou todo o momento vivido. Dezenas de jovens de caras pintadas, com bandeiras, tambores nas mãos, gritando, “caminhando e cantando”; discursando, falando de Justiça e Paz para todos.Um Grito por mudanças políticas e sociais, para a construção de uma nova Grajaú.
Na capital Campo Grande/MS, participaram cerca de 3000 pessoas, organizadas em blocos que denunciavam as diversas formas de exclusão social. O Grito seguiu o percurso do desfile oficial pela Av. Fernando Correa da Costa até ao palanque das autoridades onde foi lido um documento, elaborado pela equipe organizadora, que continha denuncias e alternativas de mudança.
Em Dourados/MS, o Grito ocorreu num processo de palestras com 12 temas, nas escolas públicas e uma audiência pública com o tema “aonde começa a corrupção” com a presença de mais de 150 pessoas. Foram publicados vários materiais nos jornais virtuais e impressos na nossa região e entrevistas nas rádios FM e AM e comunitárias. As atividades foram realizadas pelas Pastorais Sociais, Sindicatos e Movimentos Sociais, Comitê Regional de Defesa Popular na cidade de Dourados MS.
Em Uberaba/MG, o Grito envolveu diversas comunidades e realizou uma “Fila do povo” no sentido de intensificar o processo de conscientização e esperança num “Outro mundo é possível”.
Em Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe/PE, o Grito foi em conjunto, das Cidades e, se realizou em Caruaru. O número de participantes superou o ano passado, com a presença destacada de pessoas da 3ª idade, crianças e adolescentes, a turma da Creche Sol Poente MST, e os sem teto (cerca de 250 pessoas), que estão com 3 ocupações na cidade de Caruaru. Houve uma caminhada que contou com cobertura da TV e das rádios da cidade. O grupo de Capoeira da Asproma (Associação dos Protetores do Meio Ambiente ‘coletores de material reciclável’) eram 50 jovens e adolescentes que dançavam a capoeira no percurso andando tocando e cantando e dançando durante todo o trajeto.
Em Porto Alegre/RS - O Grito em POA começou dia 06 de setembro, com uma vigília, com 70 pessoas no Largo Glênio Peres (Mercado Público). Durante a noite realizamos shows culturais, debates e reflexões. Em destaque, a presença de estudantes de teologia, das CEBs da Igreja Católica, comunidades da Igreja Metodista, pastores da Igreja Luterana, Movimentos de Juventude e dentre os movimentos sociais: o Movimento de Mulheres Camponesas. Dia 07/09, a partir das 9h, já se concentravam mais de 1.700 pessoas de várias cidades da região metropolitana, representando comunidades de base de pelo menos 5 Igrejas Cristãs, inúmeras pastorais e congregações religiosas, movimentos sociais e forças sindicais, escolas e entidades diversas para a celebração e caminhada com apresentações culturais e debates políticos. No RS foram mais 12 atividades que aconteceram em cidades pólos.
Afuá (PA): Município localizado na região das Ilhas do Marajó, celebrou o Grito a partir dos jovens do STR de Afuá. Cerca de 200 pessoas se encontraram numa comunidade do interior (Portel). Foram levantadas as bandeiras da juventude e da defesa do meio ambiente.
Na Capital Belém/PA, o Grito foi construído dentro da perspectiva da 4ª Semana Social Brasileira Regional, aproveitou-se o momento para aglutinar mais forças na construção das assembléias Populares e na preparação do II seminário Regional que acontecerá em Outubro. Realizaram nos dias 15 e 16 de agosto o Encontro de Formação e Mobilização para Grito 2005, com participação de 70 pessoas vindas de diversas Cidades do Estado do Pará, onde fizeram um debate sobre o cenário e as alternativas e planejamos a construção das Assembléias Populares, que serão realizadas até 1ª quinzena de Outubro, e Pré-Gritos. E marcamos para 23/10 a nossa Assembléia Popular Estadual junto com o Seminário regional da 4ª Semana Social Brasileira que será de 20 a 22/10. No dia 01/09, aconteceu a Coletiva de Imprensa. Nos dias 02 a 06, aconteceram 06 Pré-Gritos e Assembléias Populares, nas cidades Icuí, Guanabara, Águas Lindas, Terra Firme, Canudos.
No dia 05/09, teve o lançamento da Campanha - Justiça Ambiental na Amazônia “Na floresta tem direitos.”.É “O Grito da Amazônia” denunciando a situação de injustiça ambiental na região, dada pela fragilidade de um Estado de Direito na Amazônia, tem por objetivo: Afirmar os Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DhESCAs) das Populações em contraposição a injustiça ambiental na Amazônia; Combater o desmatamento e promover a valorização da floresta, dos modos de vida e visão de mundo dos seus povos; Construir uma plataforma política de desenvolvimento para a Amazônia que tenha como centro seus povos e a preservação dos seus recursos naturais, através da articulação dos sujeitos coletivos regionais. Defender a ampliação da reforma agrária e o ordenamento fundiário, com a dos recursos naturais, mostrando que os recursos da floresta se esgotam; Ampliar a influencia e controle social das organizações populares junto ao poder judiciário; Identificar os principais conflitos sócio-ambientais na Amazônia.
No dia 07/09, aconteceu a manifestação do Grito com cerca de 7.000 (Sete Mil) pessoas foram as rua de Belém com faixas, Bandeiras e muita animação. Com o momento de Crise que estamos passando o Grito dos Excluídos trouxe muitas expectativas. Comprovou-se que o grito é um espaço de aglutinação de forças e um movimento importante e com credibilidade nas lutas por um novo Brasil, pois reuniu representantes de 110 Entidades, dentre elas grupos de bairro, Comunidades, Entidades Religiosas, Igrejas Cristãs, Religiões afro, Grêmios Estudantis. O Grito também foi marcado por uma grande tensão, devido ao ato paralelo feito pelo CONLUTAS.O grande receio era de um confronto entre nós e como que a mídia iria focar isso. Haja visto que hove grande cobertura da mídia e muitas especulações.
No estado o Grito aconteceu em pelo menos 70 cidades, entre elas Castanhal, Marabá, Santarém, Ananindeua, Marituba, Vizeu, Barcarena,Tomé-açu, Parauapebas.
Em Porto Velho/RO, o Grito teve duas programações: pela manhã, houve a manifestação durante o desfile oficial. Participou um número pequeno de pessoas, mas foi feita uma avaliação positiva da atividade. À tarde, a manifestação em frente ao Hospital e Pronto Socorro João Paulo II reuniu cerca de 600 pessoas vindas das comunidades, paróquias, dos movimentos sociais e sociedade em geral. Após o momento de motivação para a caminhada e a manifestação, as entidades falaram sobre suas reivindicações junto aos Governos Municipal, Estadual e Federal, bem como sobre suas propostas para uma sociedade mais justa e igualitária. Os movimentos sociais presentes no grito foram: Movimento de Atingidos por Barragens, Movimento de Meninos e Meninas de Rua, Força Sindical, além dos organismos sociais da Igreja Católica (Comissão Justiça e Paz, Comissão Pastoral da Terra). Após a caminhada, houve a celebração ecumênica presidida por D.Moacyr Grechi, em conjunto com a Pastora Neuzeli Ebert, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil e do Pastor Cláudio Wernek, da Igreja Metodista. Se fez presente na manifestação também o Pastor Aloísio Vidal, da Igreja Presbiteriana.
Em Candeias do Jamari, município que fica a 20 KM de POrto Velho, aconteceu o primeiro Grito da história da cidade, organizado pela Igreja Católica. Participaram cerca de 200 pessoas, provindas da cidade, da zona rural e de várias entidades. Depois da caminhada pelas ruas, com paradas em pontos estratégicos para reflexão e falações, o grupo se dirigiu ao ginásio de esportes da cidade, onde realizaram uma celebração eucarística. Ao final foi apresentada uma encenação sobre a vida e martírio da Ir.Dorothy, recordando a luta pela terra dos trabalhadores da região norte.
Em Sorocaba/SP, as manifestações dos Excluídos começaram no dia 6 com uma noite de oração em 3 praças da cidade e uma celebração ecumênica no Largo de São Bento. No dia 07, cerca de duzentas pessoas de sindicatos cutistas, pastorais e movimentos sociais, como os Sem-Terra, participaram do Grito dos Excluídos e pediram mudanças no Brasil para a inclusão de toda a sociedade e o fim do comércio de armas de fogo e munição, cujo referendo será em 23 de outubro. Os Excluídos, com faixas, cartazes e bandeiras foram os últimos a entrar na avenida, fechando o desfile cívico sorocabano. Durante todo o trajeto do desfile, de aproximadamente 600 metros, os Excluídos foram saudados pela população, que lotou as calçadas do centro da cidade para acompanharem as comemorações do Sete de Setembro.
Em Campinas-SP, estudantes e movimentos sociais chamaram mais atenção do que a parada militar. Milhares de pessoas foram às ruas gritar e teve uma boa veiculação sobre o Grito.
Na cidade de Amparo-SP, cerca de 50 participantes saíram às ruas durante o desfile oficial de 7 de setembro, distribuíram mais de 1000 jornais na preparação, que contou com o forte apoio de jovens da Paróquia de São Benedito, da Pastoral do Crisma.
Em Vitória/ES, o Grito dos Excluídos aconteceu no contexto das ações da 4ª Semana Social Brasileira no mutirão por um novo Brasil. O lema do Grito foi: “Brasil em nossas mãos a mudança”. Foi articulado em nível de Arquidiocese de Vitória em parceria com movimentos sociais, CUT e Igrejas que abraçaram a proposta de trabalhar no projeto por um novo Brasil e um novo Espírito Santo. Aconteceu após o desfile oficial realizado em Vitória/Capital. Às 7:30h já iniciamos a concentração no inicio da Avenida Dante Michelini em Camburi. Foi bonito ver a chegada dos mais diversos grupos com faixas, bandeiras, cartazes e símbolos que traziam em si o grito, ainda contido, contra as injustiças sociais que flagelam nosso povo. Às 9:00h realizaram a mística para nos impulsionar na caminhada. Um globo gigante foi erguido em cima do carro de som e de dentro dele saiu uma enorme bandeira do Brasil com a frase: “Brasil em nossas mãos a mudança”. A bandeira passou pelas mãos do povo em concentração, numa atitude de ter em nossas mãos a mudança que queremos. Com a leitura do livro de Jó, fomos animados/as para o grande mutirão de construção do projeto popular para o Brasil que queremos com justiça, paz, solidariedade e soberano. Convocaram também para um trabalho firme na construção da cultura da paz em nosso estado e país dando enfoque para a participação no dia 23 de outubro, no referendo sobre o desarmamento, para romper com a cultura da violência. Daí saíram em marcha, com três blocos: 1º contra a violência, 2º onde estamos?, 3º onde merecemos e podemos estar?
A reação do povo ao assistir a passagem do Grito teve dois aspectos. Houve quem gritasse junto, apoiando e aplaudindo o manifesto. Mas também vimos e ouvimos vaias e gestos de reprovação de algumas pessoas, que certamente confundiam as bandeiras vermelhas de algumas pastorais e movimentos sociais com a bandeira do Partido dos Trabalhadores, numa atitude de reprovação ao governo atual. Na verdade também era uma forma de grito dessas pessoas indignadas e excluídas do sistema.
A passagem pelo palanque das autoridades foi marcada por uma série de manifestações. Os estudantes foram muito críticos e provocativos no grito contra o aumento das passagens do Sistema TRANSCOL e a possibilidade de revisão na lei que beneficia os estudantes com o passe escolar.
No fim da caminhada fomos ao encontro das Tendas com os projetos sociais que já nos esperavam desde cedo com seus trabalhos montados. Tivemos as seguintes tendas: paz (CF); 4ª Semana Social Brasileira; Cáritas e Economia Solidária; Memória Fotográfica do Grito e das Pastorais Sociais.
O encerramento foi marcado por um ato cultural com Raquel Passos com muita música e uma poesia de Thiago de Melo, “Madrugada Camponesa” declamada por Joana – CEBI.
Na Cidade de Arica, no Chile, o nosso querido Padre Alfredinho, mesmo fora do Brasil assistiu as imagens veiculadas na televisão como o Grito ecoou aqui no Brasil.
Uma voz que não se cala
Esta semana mais um dos envolvidos com a corrupção neste Brasil, foi cassado. Contudo, isso não significa que a coisa está melhorando pois muitos dos envolvidos continuam impunes como se nada tivesse acontecido. Assim continuamos a gritar por transparência e ética na política, punição dos envolvidos nos esquemas de corrupção, mudança na política econômica, auditoria da dívida externa e interna. E acreditamos que somente com o povo na rua, consigamos a transformação do Brasil em uma terra mais digna sem desigualdades sociais em que a “Vida esteja em primeiro lugar.”
Agende-se:
12 de Outubro - Realização do Grito dos Excluídos Continental (22 países)
23 de Outubro – Referendo sobre o desarmamento / Porque não para a produção das armas? E Quais as causas da violência?
25 a 29 de Outubro – Assembléia Popular – Mutirão por um novo Brasil (Brasília)
Expediente
Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos Tel. (11) 272-0627
Ari Alberti/ Karina da Silva Pereira/ Maria Goretti
Correio eletrônico: gritonacional@ig.com.br