Ecos do Grito N.º 16

Informativo nº. 16 – Setembro/2004

Brasil: mudança prá valer o povo faz acontecer

Olá, Animadores/as do Grito

Companheirada, na semana da pátria, o 10º Grito dos Excluídos ecoou por todos os Estados de Sul a Norte do País. É com alegria que socializamos parte das informações que já chegaram:

Sul:
Rio Grande do Sul – na capital Porto Alegre mais de 4 mil pessoas caminharam pelas ruas conduzidas pelos temas moradia, desemprego, modelo econômico, questão agrária e exclusão, finalizando com ato público no Parque Farroupilha e a partilha de pães. No município de Passo Fundo houve a feira da solidariedade.
Santa Catarina – aconteceram mobilizações por todo o interior nos municípios de Concórdia, Tubarão, Criciúma, Joinville, Chapecó e Caçador. Em Blumenau, o movimento indígena marcou presença gritando por demarcação de terras e o fim do conflito com os agricultores. Em São Miguel do Oeste, integrantes da Associação dos Coletores de Materiais Recicláveis desfilaram com material reciclável em forma de bonecos, bandeiras, flores e instrumentos de trabalho. Na capital Florianópolis, cerca de 800 pessoas fizeram protestos e reivindicações.
Paraná – Na capital Curitiba, cerca 600 pessoas fizeram ecoar o Grito que foi marcado por atividades durante todo o dia, iniciando com a Mostra da Economia Solidária e o encerramento foi com um ato público. No Município de Umuarama houve caminhada dividida em blocos com denúncias ao desemprego e latifúndios e com uma celebração ecumênica no final.

Sudeste:
São Paulo – na capital as mais de 5 mil pessoas que vieram em quatro caminhadas se reuniram no Museu do Ipiranga, onde os temas refletidos foram contra os ataques e as mortes dos moradores de rua e cobrança da superação das desigualdades sociais. No interior, nas cidades de Piracicaba e Campinas as manifestações reuniram mais de 6 mil pessoas. Em Aparecida/SP, houve a maior concentração com mais de 90 mil romeiros, com destaque para a Romaria a Pé, que no dia 31 de agosto saiu em direção ao Santuário Nacional de Aparecida com 150 pessoas. Em São José dos Campos o Grito aconteceu pela primeira vez, com 150 pessoas, caminharam pelas ruas, e agora o Grito faz parte do calendário oficial do município, pelo projeto de lei do vereador Mauro Kano. Em Bauru o Grito se rearticulou este ano. Marilia – o Grito aconteceu em nove paróquias e no dia 7 reuniu 1200 pessoas no centro da cidade. No município de Iacri, o Grito aconteceu pela primeira vez na Praça Pública, com a participação 300 pessoas. Em Indaiatuba, o Grito não aconteceu porque a prefeitura municipal conseguiu liminar impedindo a manifestação do Grito, houve inclusive repressão policial e prisões de lideranças dos movimentos.
Rio de Janeiro – na capital, houve panfletagem do material da campanha contra a Alca, “meu voto é contra a ALCA”, no desfile oficial. Nos municípios de Niterói e Campos de Goytacazes, pela oitava vez, o bloco dos excluídos saiu no desfile oficial reunindo, neste ano, 400 pessoas, destacando o tema da Campanha da Fraternidade a água, direito ao trabalho em condições dignas, o direito à terra, à educação, com um público de 20 mil pessoas
Minas Gerais – o Grito ecoou em mais de 100 municípios do Estado, dentre eles, municípios da Região do Médio Jequitinhonha, Itinga, Itaobim. Em Montes Claros o Grito aconteceu, no dia 6, com mil pessoas que denunciaram o desemprego, a falta de comida, a questão da violência, o descaso das autoridades, a compra de votos no encerramento houve a partilha de pães. Na Capital Belo Horizonte, o Grito culminou com o encerramento do 3º Fórum Social Mineiro, com mais de 7 mil pessoas na praça 7, no centro da cidade.
No Espírito Santo – o Grito aconteceu em mais de 20 municípios, levando para as ruas mais de 30 mil pessoas, foi uma grande mobilização no Estado.

Centro Oeste:
Distrito Federal – Nas cidades de Ceilandia e Samambaia o Grito reuniu 800 pessoas. Na capital Brasília – junto à Esplanada dos Ministérios, aconteceu o Grito do Cerrado, com uma série de manifestações e eventos culturais em defesa do Meio Ambiente, que teve inicio no dia 08, com a presença de índios das etnias Timbira e Xavantes que passaram toras de Buriti de mão em mão, do Ministério do Meio Ambiente até o Congresso. No dia 10 foi comemorado o dia Nacional do Cerrado, finalizando o Grito.
Goiás – a capital Goiânia reuniu mais de 700 pessoas gritando pelo direito à inclusão e contra a desigualdade social.
Mato Grosso – Cuiabá, 2 mil pessoas desfilaram em blocos reivindicando melhorias para saúde e educação, terra, emprego, meio ambiente, água e soberania, bem como aconteceu a semana da cidadania. O Grito aconteceu também nos municípios de Rondonópolis, Cáceres e Chapada dos Guimarães.
Mato Grosso do Sul – nos Municípios de Dourados e Campo Grande o Grito ecoou com força, teve semana de debates, vigília e caminhada em blocos.

Nordeste:
Bahia – na Diocese de Bonfim – aconteceu nos municípios de Anagé, Jaguari, Jacobina, Antonio Gonçalves, Capim Grosso, Senhor do Bonfim, Camacan, Conceição de Coité. Em Eunápolis – foram para as ruas, com cartazes contra a Alca, houve protesto de professores pela melhoria de salários. Na Arquidiocese de Salvador foram realizados vários seminários e cerca de 40 mil pessoas fizeram o Grito ecoar “Liberdade sim, repressão não”, também com palavras de ordem contra a transposição do Rio São Francisco, compra de votos, recolheram assinaturas contra a redução da maioridade penal e pela aprovação de uma lei de recursos hídricos. As manifestações foram filmadas por policiais militares.
Sergipe - na capital Aracaju, o Grito aconteceu com mais de 6 mil pessoas nas ruas.
Maceió – na capital Alagoas mais de 3 mil pessoas se manifestaram pelos bairros.
Pernambuco - na Capital Recife, mais de 30 mil pessoas caminharam e lavaram as escadarias do Palácio da Justiça, nos municípios de Catende, Caruaru, Gravatá, Vitória de Santo Antonio, o Grito se fez ouvir.
Paraíba - João Pessoa, o Grito aconteceu no dia 3, com mais de 2 mil pessoas. Em Campina Grande – teve uma celebração no dia 06 em Sapé e Santa Rita também mil pessoas participaram do Grito. Em Pombal, fizeram debate com os candidatos a prefeito e vereadores, Cajazeiras -com gesto concreto de coleta de assinaturas para o abaixo assinado sobre a Lei de Recursos Hídricos da Campanha da Fraternidade. Diocese de Patos, com caminhada paralela ao desfile oficial, reunindo 500 pessoas. Diocese de Guarabira – o grito aconteceu dia 12, com caminhada de cerca de 3 km.
Rio Grande do Norte – No Município de Mossoró, participaram 500 pessoas, o Grito aconteceu após o desfile oficia. O encerramento foi marcado com uma grande feijoada no Carcará, com muito forró. A manifestação ocorreu apesar da repressão policial.
Ceará – na capital Fortaleza participaram mais de 10 mil pessoas. Na Comunidade de Pecém, o Grito foi por políticas públicas. Os municípios de Sobral, Independência, Quiterianópolis, Crato, Diocese de Tianguá, Ubajara, Viçosa do Ceará, Carnaubal, Guaraciaba, São Benedito, Croata, Área Missionário de Inhuçu, Timonha, Barroquinha, Granja, Chaval, Camocim, Itapipoca, Limoeira do Norte, Tabuleiro do Norte, Aracati, Jaguaribe, Morada Nova, Quixeramobim, Iguatu, Carius, Acopiara também gritaram. Em São José do Egito – Diocese de Afogados da Ingazeira, no dia 6, cerca de 800 pessoas fizeram acontecer o Grito, com denúncias contra as injustiças e exclusão social, violência do latifúndio e a morosidade do governo na implementação da Reforma Agrária, repúdio contra a Corrupção Eleitoral e em defesa da Soberania do País.
Maranhão - na capital São Luis o Grito reuniu mais de 4 mil pessoas. No Município de Imperatriz o MST fez uma marcha pelas principais ruas, chamando a atenção para a necessidade da reforma agrária, com 200 pessoas.

Norte do País
Rondônia – na capital Porto Velho, Ji-Paraná e Guajará-Mirim aconteceu o Grito.
Pará – o Grito aconteceu nos municípios de Marabá, Jacundá, Eldorado dos Carajás, Paramapebas, Itupiranga, Goianesia, Curionópolis, Água Azul, Conceição do Araguaia, Tucumã, Orilândia do Norte, Castanhal, Barcarena, Santarém, Ananindeua, Monte Alegre, Gurupá, Itaituba, Terra Santa, Bragança, Abaetetuba, Cametá, Oeiras do Pará, Portel, Breves, Redenção, Igarapé-Açú. Em Afuá – houve um encontro geral de jovens promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais, com 300 participantes e dezenas de lideranças sindicais e políticas do município. Na parte da tarde foram realizados torneios, jogos, brincadeiras entre várias comunidades. Em Santarém, no dia 18/09 aconteceu o 8º Grito da natureza com o lema:”Por um rio sem violência”, na região dos rios Curuátinga e Curuá-uma (Diocese de Santarém). Na Capital Belém, 4 mil pessoas estiveram na celebração ecumênica e um globo simbolizou a união dos povos e a preservação da água. Os pré-Gritos ocorreram em toda a periferia com a peça do Teatro do Oprimido.
Amazonas – na capital Manaus aconteceu a feira dos excluídos com mais de 9 mil pessoas participando do Grito, e a lavagem do cacipue central . Amapá – O Grito aconteceu em três municípios: Laranjal do Jarí – com 25 pessoas em caminhada com faixas e símbolos, Calçoene – houve celebração com 200 pessoas e distribuição de fitas verde e amarela como sinal de compromisso com o nosso país, Amapá – 60 pessoas estiveram no ato na praça em memória ao significado do Grito.
No Tocantins as noticias dão conta que o Grito ecoou em Vanderlândia e Taguatinga.

Uma voz que não se cala

A 10ª Edição do Grito do Excluídos ecoou com muita simbologia, mostrando a força dos excluídos e lutadores do povo de todos os Estados – “Brasil: mudança pra valer o povo faz acontecer”. Desde a 1ª Edição, em 95, esta voz questiona o modelo econômico vigente, incentiva e busca re-discutir a história da independência e a soberania da nação brasileira.
O lema da 10ª edição, então, é uma clara convocação à sociedade civil e aos movimentos a se organizarem para pressionar de baixo pra cima, caso contrário as mudanças não virão. O 7 de Setembro já passou mas a nossa organização e as lutas devem continuar, porque a exclusão social é uma realidade do dia-a-dia.

Agende-se:
Não esqueça, até 30/09, envie para a secretaria notícias, relatórios, fotografias, reportagens locais sobre o Grito. Com esse material vamos socializar os ecos e produzir o próximo jornal do Grito e queremos socializar o Eco do Grito daí.
Dia 03/10 – Dia de Eleições: Como vai a campanha meu voto é contra ALCA, a divida e militarização, ai na sua cidade? Não esqueça, semeie essa idéia.

Expediente
Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos Tel. (11) 272-0627
Ari Alberti/Karina da Silva Pereira/Rosário Mendez
Correio eletrônico: gritonacional@ig.com.br

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